Sem categoriaInvestimentos em startups

4 de setembro de 2020by Ivan Coelho Dias0
https://diasecian.adv.br/wp-content/uploads/2020/09/8.1.-Investimentos-em-startups-site.png

Investimentos em startups, por Leonardo Cian*

 

Todo empreendedor sabe que uma ideia extraordinária e muito trabalho não são suficientes para atingir o sucesso se você não tiver o mínimo de capital para tirar o seu negócio do papel e, ainda, para implantar novos features, aumentar sua infraestrutura, contratar funcionários, investir em marketing etc., conforme sua startup cresce e as demandas aumentam. Portanto, há diversos tipos de investimentos em startups, os quais dependem do estágio em que as mesmas se encontram.

No início, quando as startups ainda estão em fase embrionária é comum que o(s) empreendedor(es) invistam capital do próprio bolso, sendo esse tipo de investimento conhecido como Bootstrapping. Nessa mesma fase, também é comum o investimento FFF (family, friends and fools), que em português quer dizer família, amigos e tolos. Essa modalidade de investimento recebe este nome, pois somente essas pessoas costumam investir em um negócio que ainda não saiu do papel sem ter participação acionária ou poder de decisão, simplesmente pelo intuito de colaborar com o sucesso do empreendedor.

Assim sendo, conforme a startup se desenvolve, vão surgindo novas modalidades de investimento, sendo uma delas o Investimento Anjo, que geralmente ocorre quando você já tem um MVP (minimum viable product) ou o produto pronto e está começando a angariar os primeiros clientes. O Investimento Anjo costuma ser feito por uma pessoa física ou por um grupo de pessoas físicas que, além do investimento em dinheiro, agregam conhecimento, experiência e uma rede de relacionamentos (networking).

Outra modalidade de investimento nesse estágio é o Seed Money (capital semente), que pode ser feito tanto por pessoas físicas ou jurídicas, com o intuito de colaborar com a capacitação gerencial e organizacional das startups que ainda não decolaram, mas que já estão no mercado e possuem faturamento, ainda que pequeno.

Ademais, nessa etapa de crescimento das startups, apesar de não aplicarem necessariamente capital, as Aceleradoras também são vistas como uma modalidade de investimento, posto que agregam know-how em diversas áreas através de um time de mentores altamente capacitados, realizam treinamentos e incrementam a rede de relacionamentos, atraindo, dessa forma, direta ou indiretamente, investimentos para as startups aceleradas. Na maioria dos casos, as Aceleradoras recebem participação acionária pela execução do programa de aceleração.

Por outro lado, quando as startups alcançam um estágio avançado de operação, com uma carteira de clientes e faturamento razoável, é comum que na busca por expansão as startups procurem um investimento Venture Capital, o qual ocorre através da compra de participação acionária das startups com alto potencial de crescimento, visando a valorização destas ações adquiridas para posterior revenda. Via de regra, são investimentos que envolvem cifras elevadas.

Há também outras modalidades de investimento como Venture Building e Private Equity, que também envolvem cifras elevadas, mas se diferenciam do Venture Capital, por ocorrerem em momentos distintos e, ainda, por motivações diferentes.

O investimento Venture Building ocorre geralmente em startups embrionárias ou early stage, visando a construção da startup, como o próprio nome diz, através do fornecimento de planejamento estratégico, captação de recursos, aquisição de estrutura física etc. Essa modalidade de investimento se assemelha ao feito pelas Aceleradoras e pelos Anjos, mas envolvem quantias muito maiores e, consequentemente, percentuais acionários muito maiores.

O investimento Private Equity, por outra via, ocorre em startups já consolidadas no mercado, com receita e fluxo de caixa significativos, e não há participação na administração da startup.

Portanto, conforme se verifica, há diversas modalidades de investimentos em startups, que devem ser analisados e aderidos de acordo com o estágio e necessidade de cada uma. Os investimentos não se limitam aos aqui elencados.

Contudo, de forma geral, pode-se dizer que são considerados investimentos de longo prazo e de elevado risco, afinal, a taxa de mortalidade das startups é alta e poucas se transformam em unicórnios. Porém, podem e devem trazer retorno para aqueles que sabem investir e aproveitar as oportunidades.

 

* Leonardo Mariano Cian é advogado e sócio do escritório Dias e Cian Advogados, especialista em Direito para startups.

Ivan Coelho Dias

Advogado. Sócio da Dias e Cian Advogados

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Onde encontrar a Dias e Cian Advogados?

R. Néo Alves Martins, 3176, Sala 63-B, Zona 03, Maringá, PR

+55 44 99177-7788

Desenvolvido por Enderson Menezes

WhatsApp chat